Enxaqueca (Migrânea): Fisiopatologia e Tratamento
- adrianosoliveira0
- há 6 dias
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Resumo: O enxaqueca tratamento é a busca de milhões de brasileiros que sofrem com esta condição neurológica. A migrânea é uma das doenças mais prevalentes e incapacitantes do mundo, com fisiopatologia complexa e diversas opções terapêuticas disponíveis.
Enxaqueca (Migrânea): Fisiopatologia e Tratamento
O enxaqueca tratamento eficaz começa pelo entendimento correto desta doença. A migrânea causas são multifatoriais: predisposição genética, disfunção do sistema trigeminal e alterações na regulação da dor. A dor de cabeça forte, pulsátil, geralmente unilateral, associada a náuseas, fotofobia e fonofobia, caracteriza a crise migrânea típica.
A enxaqueca afeta cerca de 15% da população global, com maior prevalência em mulheres em idade reprodutiva (3:1 em relação a homens). No Brasil, estima-se mais de 30 milhões de pessoas com migrânea, muitas sem diagnóstico ou tratamento adequado.
Fisiopatologia da Migrânea
Teoria Trigeminovascular
A teoria atual mais aceita envolve ativação do sistema trigeminovascular. Estímulos nervosos ativam o nervo trigêmeo, liberando peptídeos vasoativos (CGRP — peptídeo relacionado ao gene da calcitonina) que causam vasodilatação e inflamação neurogênica na dura-máter, gerando a dor de cabeça forte típica da crise.
Depressão Alastrante Cortical
A aura da enxaqueca com aura é explicada pela depressão alastrante cortical — uma onda de despolarização neuronal que se propaga pelo córtex a 3-5 mm/min, seguida de depressão da atividade elétrica. Isto explica os sintomas visuais, sensitivos ou motores transitórios que precedem a dor.
Papel do CGRP
O CGRP é o principal mediador da dor na migrânea. Níveis elevados durante as crises levaram ao desenvolvimento de uma nova classe terapêutica: os anticorpos monoclonais anti-CGRP (erenumabe, fremanezumabe, galcanezumabe), que revolucionaram o tratamento preventivo da migrânea crônica.
Diagnóstico da Enxaqueca
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios ICHD-3. A migrânea sem aura requer 5 crises com duração de 4-72h, com pelo menos 2 das características: unilateral, pulsátil, intensidade moderada/grave, piora com atividade física; associada a náuseas/vômitos ou fotofobia/fonofobia. Exames de imagem são indicados apenas quando há sinais de alarme.
Enxaqueca Tratamento: Abordagem Terapêutica
Tratamento Abortivo (Crise)
AINEs (ibuprofeno, naproxeno, ácido acetilsalicílico): primeira linha para crises leves/moderadas
Triptanos (sumatriptana, rizatriptana, zolmitriptana): agonistas 5-HT1B/1D, mais eficazes para crises moderadas/graves
Gepantes (rimegepant, ubrogepant): antagonistas de CGRP para crises agudas
Dittanos (lasmiditan): agonista 5-HT1F sem efeitos vasoconstritores
Antieméticos (metoclopramida, domperidona): reduzem náuseas e melhoram absorção dos analgésicos
Tratamento Preventivo
Beta-bloqueadores (propranolol, metoprolol): primeira linha, eficazes em migrânea episódica
Anticonvulsivantes (topiramato, valproato): boa evidência para prevenção
Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina): especialmente útil quando há insônia ou depressão comórbida
Anticorpos anti-CGRP (erenumabe, fremanezumabe, galcanezumabe, eptinezumabe): indicados para migrânea crônica refratária
Toxina botulínica tipo A: aprovada para migrânea crônica (≥15 dias/mês)
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual a diferença entre enxaqueca e dor de cabeça comum?
A enxaqueca é uma doença neurológica com crises específicas: dor de cabeça forte, pulsátil, frequentemente unilateral, acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. A cefaleia tensional (dor de cabeça comum) é bilateral, em pressão, sem os sintomas autonômicos associados.
O que desencadeia a enxaqueca?
Fatores desencadeantes comuns incluem: privação ou excesso de sono, estresse, menstruação (enxaqueca menstrual), jejum prolongado, álcool (especialmente vinho tinto), cafeína, odores fortes, luz intensa, mudanças climáticas e alguns alimentos (queijos maturados, embutidos, chocolate).
Enxaqueca com aura é mais perigosa?
A enxaqueca com aura está associada a discreto aumento do risco de AVC isquêmico, especialmente em mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais combinados e fumam. Nesses casos, a contracepção hormonal combinada é contraindicada. O risco absoluto permanece baixo na maioria dos pacientes.
Quando buscar tratamento preventivo para enxaqueca?
O tratamento preventivo é indicado quando há 4 ou mais crises por mês, quando as crises duram mais de 12 horas, quando há migrânea com aura prolongada, quando o tratamento abortivo é ineficaz ou quando há enxaqueca crônica (≥15 dias/mês).
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